Arquivo mensal: fevereiro 2012

Em Angola, delegação visita escolas, parlamento e instituto de formação de professores.

No terceiro dia da missão do PCSS-Lusófonos (Programa de Cooperação Sul-Sul com Países Lusófonos) a Angola, nesta quarta-feira (29/2), a delegação da Campanha Nacional pelo Direito à Educação (Brasil) e da OSF (Open Society Foundations) visitou escolas públicas de ensino fundamental, teve reuniões com a Comissão Nacional da Unesco, com parlamentares da área de educação e com o Instituto Superior de Ciências da Educação.

De manhã, o grupo visitou escolas de ensino fundamental nos bairros de Rangel e Rocha Pinto, em Luanda, respectivamente, a 15 e 30 minutos de carro do centro da cidade. Ambas as escolas tinham salas de aula de 40 ou mais alunos, sobretudo nas séries iniciais. Em uma delas, construída em 1987 e sem manutenção desde então, não há banheiros, as crianças levam as cadeiras de casa e não há carteiras. Uma aluna disse que gostaria que a sala de aula não tivesse buracos no chão.

Para Margarida Marques, dirigente da Campanha Nacional pelo Direito à Educação e membro da delegação que visita Angola, a situação das escolas angolanas é mais grave, mas traz recordações da luta no Ceará pelo fechamento dos anexos escolares. “Tínhamos escolas fechadas, apertadas, com corredores escuros, sem ventilação. Tivemos que fechá-las”, afirmou.

A coordenadora executiva da Campanha brasileira, Iracema Nascimento, defendeu que os governos, os organismos internacionais e as organizações da sociedade civil internacional não podem comemorar avanços verificados no aumento do número de matrículas em escolas se não conhecerem a situação concreta das mesmas. “Se o aumento de matrículas em direção ao alcance das metas do programa Educação para Todos se basear em escolas como a que vimos hoje, a comunidade internacional tem que parar imediatamente de comemorar e mudar suas estratégias”, defendeu.

Na Assembleia Legislativa Nacional de Angola, a delegação foi recebida por dois deputados da subcomissão de Educação, Ciência e Tecnologia da 6ª Comissão para Educação, Ciência e Tecnologia, Cultura, Juventude, Desporto, Assuntos Religiosos e Comunicação Social, Menezes Cambinda e Domingos Peterson, coordenador da subcomissão.

O coordenador geral da Campanha brasileira, Daniel Cara, destacou a interlocução da Campanha com a o Poder Legislativo no Brasil e a importância de que a Rede EPT Angola tenha diálogo aberto junto à 6ª Comissão. Também relatou a tramitação do PNE (Plano Nacional de Educação) no Brasil e a elaboração do CAQi (Custo Aluno Qualidade Inicial), temas que despertaram o interesse de ambos.

Margarida Marques relatou aos parlamentares a situação precária das escolas visitadas pela delegação, questionando se há algum tipo de intervenção da Assembleia. Peterson explicou que a Assembleia Nacional sempre tenta elevar os recursos para educação quando analisa o orçamento geral do Estado. Cambinda contou que os parlamentares visitam escolas e relatam situações graves ao Ministério da Educação, o que tem surtido efeito positivo. No entanto, ambos afirmaram que o que a delegação observou “já representa melhoria, pois muitas aulas ainda acontecem sob as árvores”.

Na Comissão Nacional da Unesco, a delegação foi recebida por uma equipe de seis funcionários. O presidente do comitê diretivo da Rede EPT (Educação para Todos) Angola, Vitor Barbosa, destacou que a Comissão apoiou bastante a fundação da rede no país. “É nosso dever apoiar as organizações nacionais comprometidas com o alcance dos objetivos da educação”, afirmou Petelo Bengue Jaime, chefe do departamento de administração e finanças.

A delegação visitou ainda o Isced (Instituto Superior de Ciências da Educação) de Angola, órgão público de formação de professores, onde foi recebida pelo professor Azancot de Menezes, chefe do departamento de Estudos, Planejamento e Estatística. O grupo conversou sobre possibilidades de trabalho conjunto. O professor Azancot lembrou que é preciso formar 4 milhões de professores para cumprir os Objetivos do Milênio.

Integram a delegação de visita a Angola o coordenador geral e a coordenadora executiva da  Campanha Nacional pelo Direito à Educação do Brasil, Daniel Cara e Iracema Nascimento, a dirigente Margarida Marques, que representa o Cedeca-CE (Centro de Defesa da Criança e do Adolescente do Ceará) na direção da Campanha, e Trine Petersen, da Open Society Foundations.

Anúncios

Sociedade civil angolana debate incidência coletiva pelo direito à educação

Este slideshow necessita de JavaScript.

 

No segundo dia da missão do PCSS-Lusófonos (Programa de Cooperação Sul-Sul com Países Lusófonos) a Angola, nesta terça-feira (28/2), um grupo de 52 pessoas, representantes de 34 organizações sociais angolanas discutiu como atuar conjuntamente pela garantia do direito à educação no país.

A reunião durou o dia inteiro e foi organizada pela Rede EPT (Educação Para Todos) Angola, parceira do PCSS no país. O programa é uma iniciativa da Campanha Nacional pelo Direito à Educação (Brasil) em parceria com a OSF (Open Society Foundations), com objetivo de fortalecer a atuação da sociedade civil dos países lusófonos na incidência política em defesa do direito à educação. Participam do PCCS-Lusófonos representações de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe.

Na reunião, foram discutidos pontos relativos à situação da educação em Angola e também o que é preciso para que a sociedade civil atue de forma mais organizada e coletiva pelo cumprimento do direito à educação no país. Entre os vários problemas da educação em Angola, destacou-se a falta de materiais didáticos e livros nas escolas, os baixos salários dos professores e o período curto para efetuação das matrículas.

Apontou-se que atualmente o Estado angolano destina cerca de 8% de seu orçamento geral à educação, mas a sociedade civil reivindica 20%. “O Brasil é um país federado, mas se fosse um país unitário, como é Angola, seria preciso destinar 28,6% do orçamento geral do Estado para a educação. Isso representa o equivalente a 10% do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro”, explicou Daniel Cara, coordenador geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação. Daniel considera que, se Angola fizer seus cálculos, chegará a um patamar superior a 20% do orçamento geral do Estado.

Os participantes angolanos demonstraram grande interesse pelo trabalho desenvolvido pelo Cedeca-CE (Centro de Defesa da Criança e do Adolescente do Ceará), no que diz respeito ao acompanhamento orçamentário e a exigibilidade do direito à educação. A atuação do Cedeca-CE foi apresentada por Margarida Marques, membro do Comitê Diretivo da Campanha brasileira.

Para os representantes da sociedade civil angolana, “as leis são diferentes, os países são diferentes, mas o direito à educação é universal”. Essa foi, segundo eles, a conclusão das atividades do dia.

Agenda da delegação em Angola – Na segunda-feira (27/2), a delegação do Programa teve reuniões na Embaixada Brasileira em Angola, onde foi recebida pela embaixadora Ana Lucy Gentil Cabral Petersen e sua equipe, e no Ministério da Educação, onde teve audiência com o ministro Pinda Simão e diretores do ministério.

Amanhã, quarta-feira (29/2), a delegação visitará escolas públicas primárias na parte da manhã, e à tarde terá audiência com deputados da Sexta Comissão Parlamentar (Educação), além de reunião com a Comissão Permanente da Unesco em Angola.

Integram a delegação de visita a Angola o coordenador geral e a coordenadora executiva da Campanha Nacional pelo Direito à Educação do Brasil, Daniel Cara e Iracema Nascimento, a dirigente Margarida Marques, que representa o Cedeca-CE (Centro de Defesa da Criança e do Adolescente do Ceará) na direção da Campanha, e Trine Petersen, da Open Society Foundations.

(Por Iracema Nascimento)

Delegação brasileira reúne-se com autoridades angolanas para discutir direito à educação

A Campanha Nacional pelo Direito à Educação (Brasil) iniciou nesta segunda-feira (27/2) visita a Angola, como parte do PCSS-Lusófonos (Programa de Cooperação Sul-Sul com Países Lusófonos). O programa é uma iniciativa da Campanha Brasileira em parceria com a OSF (Open Society Foundations), com objetivo de fortalecer a atuação da sociedade civil dos países lusófonos em ações de incidência política em defesa do direito à educação. Participam do PCCS-Lusófonos representações de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe. Em Angola, é parceira do programa a Rede EPT (Educação Para Todos).

Em reunião com o ministro da Educação, Pinda Simão, o grupo conversou sobre as diferenças e similaridades dos desafios educacionais em Angola e no Brasil, e também sobre as possibilidades de cooperação na área, com participação da sociedade civil.

O ministro reconheceu que, apesar dos muitos esforços, como o incremento de matrículas no ensino primário, grande parte da população angolana ainda não tem acesso à educação, direito garantido pela Constituição. “A educação é um assunto e um direito de todos nós [angolanos] e uma força estratégica indispensável ao desenvolvimento humano, há muito a ser feito e a sociedade civil tem um papel fundamental no sentido de construir uma força de regulação”, declarou.

Ao receber o livreto do CAQi (Custo Aluno Qualidade Inicial), elaborado pela Campanha brasileira, o ministro afirmou que em Angola, mesmo com os avanços em termos de cobertura educacional, a população reivindica qualidade e é preciso “clarificar o conceito e o custo da qualidade, pois para alcançar um objetivo é preciso conhecer os meios necessários para tanto”. O ministro Pinda Simão reforçou que nesse momento Angola não sabe quanto custa a qualidade. “Essa contribuição brasileira muito poderia nos auxiliar se tivéssemos uma análise sobre o custo angolano”, disse o ministro.

Acompanharam a audiência a diretora nacional de ensino geral, Fátima de Carvalho, o diretor nacional da educação de adultos, Guilherme Tuluca, e o diretor do departamento de pós-alfabetização, Makulo Valentim.

Reunião na Embaixada Brasileira – Na parte da manhã, a delegação visitou a Embaixada Brasileira em Angola, onde foi recebida pela embaixadora Ana Lucy Gentil Cabral Petersen, pelo ministro-conselheiro Carlos Alfonso Iglesias Puente, por Tânia Regina de Souza, chefe dos setores Cultural, de Imprensa e de Política Externa, e Edson Santiago, chefe dos Setores Econômico e de Energia.

Durante a reunião, discutiram-se algumas questões atuais da educação em Angola, como a reforma curricular da educação básica, a falta de vagas na educação infantil pública e a cobrança de taxas informais nas escolas. Sobre esse ponto, Carlos Cambuta, secretário geral da Rede EPT (Educação Para Todos) de Angola, ressaltou que em escolas onde há comissões de pais a cobrança de taxas não acontece ou é denunciada, chamando a atenção para a importância da participação e do controle social. Já Vitor Barbosa, presidente do comitê diretivo da Rede EPT, destacou o papel da alfabetização e da educação de jovens e adultos na elevação dos níveis de escolaridade de toda a população, pois mães e pais com mais formação escolar exercem influência positiva na escolarização dos filhos, como também tendem a reivindicar mais esse direito.

O ministro Carlos Alfonso lembrou que o Brasil foi o primeiro país a reconhecer a independência angolana, em 1975, e participa da cooperação com Angola desde a década de 1980. O coordenador geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Daniel Cara, lembrou que atualmente o setor produtivo brasileiro tem forte presença em Angola. “É preciso que as empresas brasileiras colaborem com o desenvolvimento das regiões onde atuam. No âmbito desse programa de cooperação sul-sul pelo direito à educação, vamos abordar o empresariado brasileiro em Angola e solicitar seu apoio ao fortalecimento das ações da sociedade civil angolana em seus esforços para colaborar com a universalização do direito à educação.”

A embaixadora Ana Lucy Petersen colocou a Embaixada à disposição para apoiar o Programa à medida do possível.

Participaram das visitas oficiais desse primeiro dia da missão Vitor Barbosa e Carlos Cambuta, ambos da direção da Rede EPT Angola, Daniel Cara, Iracema Nascimento e Margarida Marques, representantes da Campanha Nacional pelo Direito à Educação do Brasil, e Trine Petersen, da Open Society Foundations. Na reunião com o Ministério da Educação também esteve presente Juliana Martins, da Osisa (Open Society Initiative for Southern Africa).

 

(Por Daniel Cara e Iracema Nascimento)

Missão brasileira visita Angola para discutir direito à educação

Visitas fazem parte de programa de cooperação em educação entre países lusófonos africanos. No dia 2/3, haverá coletiva de imprensa com veículos locais, no escritório da Open Society Angola (OSISA-Angola), em Luanda

Brasil, 24 de fevereiro de 2012

A Campanha Brasileira pelo Direito à Educação estará, a partir de 26 de fevereiro, em missão a Angola, dando continuidade à série de visitas aos países africanos de língua portuguesa, que vêm sendo realizadas desde outubro de 2011. Em Angola, a Rede EPT (Rede Angolana da Sociedade Civil para a Educação para Todos) é a organização anfitriã da missão.

A visita faz parte do PCSS- Lusófonos (Programa de Cooperação Sul-Sul com Países Lusófonos), iniciativa da Campanha Brasileira em parceria com a OSF (Open Society Foundations).  O objetivo do Programa é fortalecer a atuação da sociedade civil organizada na incidência política pela garantia do direito à educação nos países envolvidos. Participam Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe.

Como parte da programação acontecerá uma série de reuniões com diversos atores da área de educação de Angola, entre eles o Ministério da Educação, parlamentares, organizações da sociedade civil, embaixadas de diversos países e instituições públicas de ensino. (Veja aqui a programação completa)

Destaques da programação – Na segunda-feira 27/2, as organizações se reunirão com a Embaixada do Brasil em Angola e também com o Ministro da Educação, Pinda Simão. No segundo dia, terça-feira 28/2, cerca de 30 ativistas de todas as províncias angolanas irão se reunir para discutir os desafios da educação no país. Na quarta-feira 29/2, acontece uma reunião com os deputados da 6ª Comissão Parlamentar de Educação e encontro com a Unesco.

Coletiva de Imprensa – No último dia, sexta-feira 2/3, haverá coletiva de imprensa com a mídia local, no escritório da Open Society Angola(OSISA-Angola), para apresentar um balanço da missão.

Quem compõe a missão – Em Angola, a Campanha Brasileira será representada por uma de suas dirigentes, Margarida Maria Marques e também pelo coordenador geral, Daniel Cara e a coordenadora executiva, Iracema Nascimento.

Margarida Marques é graduada em Comunicação Social, com especialização em arte e educação. Atualmente, é coordenadora do Centro de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente do Ceará, nordeste brasileiro, organização que desenvolve projetos em educação, orçamento público e direito à participação de crianças e adolescentes. Daniel Cara é mestre em Ciência Política e membro titular do Fórum Nacional de Educação do Brasil. Iracema Nascimento é mestre em Ciência da Comunicação. A delegação é formada também por Trine Petersen, coordenadora de programas da OSF.

Serviço

Coletiva de Imprensa

Data: sexta-feira, 02/03

Horário: 9h às 11h

Local: Sala de eventos do Fórum Hotel – Travessa Ho-Chi-Min, s/n, Alvalade, Luanda, Angola. Próximo ao Aeroporto Internacional de Luanda.

 

Atendimento à Imprensa

No Brasil – Campanha Nacional pelo Direito à Educação – Brasil

Jéssica Moreira – Comunicação

Telefone/fax: +5511 3159-1243

Telemóvil: +5511 8793-7711

E-mail: jessica@campanhaeducacao.org.br

 

Em Angola – Rede EPT/Angola – Rede Angolana da Sociedade Civil para a Educação para Todos

Vitor Barbosa – Presidente do Comitê Diretivo da Rede EPT/Angola

Email: barbosa@netangola.com

Telefone: +244912519981

Carlos Cambuta – Secretário Geral da Rede EPT/Angola

E-mail: carlos.cambuta@adra-angola.org

Celular: +244912317374

The Brazilian Campaign for the Right to Education visit Angola

The visit is part of the Cooperation Program involving Lusophone African countries and Brazil. On March 2nd will be held a media conference with Angolan media, at Open Society Angola (OSISA-Angola) offices, in Luanda

The Brazilian Campaign for the Right to Education will be in mission in Angola, starting on February 26, continuing the series of visits that began in October 2011 to Lusophone African countries. In Angola, the EFA Angolan Network (Angolan Civil Society Network for Education for All ) is the organization engaged in the program and is hosting the mission.

The visit is part of South-South Cooperation Program with Lusophone Countries (SSCP-Lusophone), a Brazilian Campaign´s initiative, in partnership with Open Society Foundation (OSF). This project is focused at strengthening education civil society organizations in their advocacy work, promoting more effective political changes and enshrining the Right to Education in the participating countries (Angola, Cape Verde, Guinea-Bissau, Mozambique and Sao Tomé & Príncipe).

As part of the mission, a series of meetings will be held with several organizations in the education sector: Ministry of Education, Parliament, International Cooperation Agencies from different countries, social organizations, schools and one university. (Click here to view Angola visit agenda (Portuguese version only).

On Monday, February 27th, the Delegation will be meeting with the Brazilian Embassy in Luanda and with the Minister of Education Pinda Simao. On second day, February 28th, more than the thirty organizations from around the country will be meeting to talk about the educational challenges. On Wednesday February 29, happens meeting with members of the 6th Parliamentary Committee for education and also with Unesco´s Commission.

Media Conferences – On the last day, February 2nd will be held a media conference with Angolan media, at Open Society Angola (OSISA-Angola) offices, in order to share an analysis of the mission, its results and future perspectives.

Who composes the missionIn Angola, the Brazilian Campaign for the Right to Education is represented by Margarida Maria Marques, leader of The Brazilian Campaign for the Right to Education and also by Daniel Cara, general coordinator of the Brazilian Campaign and its executive coordinator , Iracema Nascimento.

Margarida Marques is coordinator of the Center for the Defense of Children’s Rights at the state of Ceará, Brazil. Daniel Cara has a Master degree in Political Science. Iracema Nascimento has a Master degree in Communication Science.

Service

Media Conference
Date: On March 2nd
Time: 9am to 11am
Location: Forum Hotel – Travessa Ho-Chi-Min, s/n, Alvalade. Luanda, Angola. Next to Luanda’s   International Airport.

Contacts
In Brazil – Campaign for the Right to Education – Brazil
Jessica Moreira – Communication
E-mail: jessica@campanhaeducacao.org.br
Phone / fax: +5511 3159-1243
Movil: +5511 8793-7711

In Angola – EPT Network / Angola – Angolan Civil Society Network for Education for All
Vitor Barbosa
– President of the Steering Committee of the EFA Network / Angola
Email: barbosa@netangola.com
Phone: +244912519981

Carlos Cambuta – Secretary General of EFA Network / Angola
E-mail: @ carlos.cambuta adra-angola.org
Mobile: +244912317374

Rede de Educação para Todos encoraja docentes aos objectivos do milénio

Luanda- O presidente da Rede angolana da Sociedade Civil de Educação para Todos até 2015, Vicente Paulo, encorajou hoje, quinta-feira, em Luanda, os docentes membros da rede a manterem-se firmes no trabalho traçado para se atingir os objectivos do milénio.
A informação foi prestada durante a cerimónia da tomada de posse do novo corpo directivo da aludida rede, cuja na cerimónia decorreu no Lar da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST), em Luanda.
Os respectivos membros da referida instituição foram empossados em diferentes cargos administrativos como os presidentes da instituição, do concelho directivo, o seu vice e o secretário do concelho executivo.
Ao intervir no acto, o presidente da rede frisou ao novo corpo directivo para exercer com afinco a missão que lhe foi colocada, sempre coesos nos objectivos fundamentais para salvaguarda dos interesses dos mais desfavorecidos.
“Sei que o nosso caminho é difícil e exige de nós um forte temperamento de lideres comunitários competentes, sensíveis, democráticos e tolerantes destinados para vencer e ganhar causas de onde temos de estar sempre preparados para todo tipo de desafio que os objectivos do milénio nos proponham até 2015”, acrescentou.
Segundo Vicente Paulo, o mais importante para um voluntário comunitário é defender todo um projecto comum que representa interesses convergentes e que correspondem as nossas expectativas.
Já Carlos  Cambuta, nomeado para um desses cargos, afirmou que o grupo deve trabalhar para melhorar cada vez mais o ensino no país, usando uma filosofia de trabalho eficaz. Constituem alguns dos objectivos do milénio, educação e instrução, saúde, combate à fome e à pobreza, entre outros.
A Rede angolana da sociedade civil de educação para todos ate 2015 existe a nível nacional e tem realizado várias actividades como conferências , colóquios, mesas redondas entre outras e trabalham com outras instituições tais como igrejas, associações e ongs.
Publicado por: Angola Press

Unilab realiza primeira missão internacional de 2012. Destinos: Cabo Verde e Guiné-Bissau.

A Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-brasileira (Unilab) realiza a partir desta sexta-feira (03) a primeira missão internacional de 2012. Desta vez, o destino será Cabo Verde e Guiné-Bissau, na África. Até o dia 15 de fevereiro, a comitiva vai realizar várias atividades, com o objetivo de avançar nas articulações com universidades, ministérios da Educação e embaixadas brasileiras nos países visitados. A equipe também vai divulgar o calendário de inscrições para seleção de alunos estrangeiros dos cursos de Graduação da Unilab, que continuam abertas.

Além das visitas oficiais, vão ser realizados dois seminários para apresentar a Unilab à sociedade de Cabo Verde e Guiné-Bissau. Os eventos serão realizados nos centros culturais das Embaixadas do Brasil dos dois países. Outra pauta importante a ser discutida durante a viagem é sobre o programa ECOSS, Centro de Referência em Educação de Jovens e Adultos, voltado para a criação de uma rede internacional no eixo Sul-Sul para ações de pesquisa, comunicação e formação na área da Educação de Jovens e Adultos.

A comitiva da Unilab na missão a Cabo Verde e Guiné-Bissau é formada pela pró-reitora de Graduação e coordenadora do ECOSS na Unilab, Jacqueline Freire; Mariana Melo, assessora de relações institucionais; John Hebert, professor do Curso de Engenharia de Energias e membro da Coordenação de Educação a Distância, e pelo técnico da Pró-Reitoria de Graduação, o pedagogo José Veríssimo.

Após o fim dos trabalhos, será elaborado um relatório técnico com o resultado das atividades. Este documento vai nortear as próximas missões, que a partir de agora ganham caráter programático e regular.

As missões da Unilab nos países parceiros ocorrem desde 2008, quando foi instalada a comissão de implantação da universidade, por determinação do Ministério da Educação. Nesses quatro anos, já foram realizados vários convênios de cooperação técnica, oficinas, visita de alunos africanos à Unilab, reuniões e encaminhamentos para criação de cursos de graduação e pós-graduação.

Agenda:

03/02: Embarque da comitiva

03 a 09/02: Missão em Cabo Verde

08/02: Seminário Unilab e Cooperação Solidária em Cabo Verde (Auditório Centro Cultural Brasil Cabo Verde – 10h)

10 a 15/02: Missão em Guiné-Bissau

14/02: Seminário Unilab e Cooperação Solidária em Guiné-Bissau (Auditório Centro Cultural Brasil Guiné-Bissau – 09h)

15/02: Retorno ao Brasil

Fonte: Unilab

http://www.unilab.edu.br

Escritores da África lusófona vão à 1ª Bienal do Livro de Brasília

África 21 – DF
21/01/2012 – 12:00

Brasil

Escritores da África lusófona vão à 1ª Bienal do Livro de Brasília

Paulina Chiziane, Germano Almeida, Abdulai Sila, Conceição Lima e Ondjaki estão entre os convidados estrangeiros da Bienal, que decorrerá de 14 a 23 de abril.

Da Redação

Ondkaji será um dos participantes no evento em Brasília.

Brasília – A primeira edição da Bienal Brasil do Livro e da Leitura, a realizar em Brasília de 14 a 23 de abril, contará com um conjunto representativo de autores do universo literário dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP).

Paulina Chiziane (Moçambique), Germano Almeida (Cabo Verde), Abdulai Sila (Guiné-Bissau), Conceição Lima (São Tomé) e Ondjaki (Angola) são alguns dos convidados da Bienal Brasil do Livro e da Leitura, de acordo com informações do jornal “O Estado de S. Paulo”.

Em novembro a organização do evento já havia admitido contatos com autores de Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe, para o Encontro de Literatura Contemporânea da África Portuguesa e várias outras iniciativas.

De acordo com o Secretário de Estado da Cultura do Governo do Distrito Federal, Hamilton Pereira, a Bienal vai transformar a capital brasileira em palco de lançamentos, debates, palestras, exposições, homenagens, espetáculos e muito mais.

Já foram revelados os nomes dos escritores estrangeiros que já confirmaram presença no evento brasiliense: além do nigeriano Wole Soyinka, que será, pela primeira vez, traduzido no Brasil, participarão da Bienal autores como a australiana Gill Pittar, o britânico Richard Bourne, o americano Daniel Polanski (que lançará aqui Cidade das Sombras – O Guardião), e os argentinos Samanta Schwehlin, Juan Gelman e Menpo Giardinelli.

Fonte: África 21 Digital