Arquivo mensal: março 2012

Tomadores de decisão e membros das comunidades chamados a cometer-se com a causa da alfabetização da Mulher

Maputo, 28 de Março de 2011– A Associação PROGRESSO no âmbito do projecto FELITAMO, financiado pela União Europeia e implementado pela dvv international, realizou no passado dia 08 de Março do ano em curso, na Aldeia de Namaua, Distrito de Mueda, Provínica de Cabo Delgado, uma acção de advocacia sob lema “ Alfabetizar a mulher é educar uma sociedade”.

A acção tinha como objectivo sensibilizar os tomadores de decisão na área da alfabetização á nível local, líderes comunitários, autoridades locais, homens, mulheres e a comunidade no geral sobre a importância da Alfabetização e a necessidade de um maior envolvimento destes nas actividades de alfabetização com enfoque na mulher nos Distritos de Muidumbe, Nangade e Mueda.

Perante este chamamento, os líderes comunitários de Ntamba em Nangade, Matambalale e Namakande em Muidumbe, assumiram o compromisso de trabalhar nas respectivas comunidades para que o movimento de alfabetização seja dinamizado, através de uma campanha de registo de todas as pessoas que não sabem escrever e ler, tanto na sua língua materna assim como em Português.

Várias alfabetizandas dos distritos de Mueda, Muidumbe e Nangade, participaram no concurso de escrita e leitura em Shimakonde, como forma de exortar as outras mulheres a vencerem o complexo de inferioridade.

Para além do concurso de escrita e leitura, foram realizadas diversas actividades de caracter cultural que transmitiram mensagens sobre a importância de alfabetização de jovens e adultos, com enfoque para a mulher.

O evento mobilizou cerca de mil pessoas provenientes dos distritos de Mueda, Nangade e Muidumbe com destaque para os directores, técnicos da Alfabetização e Educação de Adultos dos Serviços Distritais Educação Juventude e Técnologia, líderes comunitários, alfabetizadores, supervisores, alfabetizandos e representantes dos foruns comunitários.

De referir que esta actividade foi co-financiada pela Open Society Initiative of Southern Africa OSISA.

Publicado por: DVV International

Anúncios

Organizações doadoras demonstram interesse por programa de cooperação sul-sul em educação

Na manhã desta quinta-feira (1/3), a delegação do PCSS-Lusófonos (Programa de Cooperação Sul-Sul com Países Lusófonos) se reuniu com várias organizações que apóiam ou desenvolvem projetos de educação em Angola. A atividade faz parte da visita que o Programa faz a Angola desde segunda-feira (27/2).

Participaram como convidados da reunião de hoje, no hotel Fórum, representantes da Embaixada do Japão, da Fundação Open Society para o Sul da África, do IACV (Instituto de Apoio às Crianças Vulneráveis), da Unesco e do Unicef. O evento foi organizado pela Rede EPT (Educação para Todos) Angola, pela Campanha Nacional pelo Direito à Educação (Brasil) e pela OSF (Open Society Foundations), parceiras responsáveis pelo PCSS.

O objetivo da reunião foi apresentar o Programa de Cooperação Sul-Sul com Países Lusófonos a organizações que podem se tornar parceiras na iniciativa. O intuito do Programa é fortalecer a atuação da sociedade civil dos países lusófonos na incidência política em defesa do direito à educação.

Para Vitor Barbosa, presidente do comitê diretivo da Rede EPT Angola, o PCSS-Lusófonos se constitui no exato momento em que países, por meio dos Estados, dos empresários e de outros setores se reúnem em torno da lusofonia. “Temo que se não apoiarmos a interlocução da sociedade civil na lusofonia vamos continuar apoiando a interlocução apenas entre as elites, sejam governamentais ou empresariais, mantendo uma camada enorme e invisível de excluídos”, analisou.

A dirigente da Campanha brasileira, Margarida Marques, ressaltou que Angola é país signatário da Convenção dos Direitos da Criança e do Adolescente e que o direito à educação não é um favor prestado pelo Estado, mas um direito humano. Para ela, uma grande contribuição da cooperação lusófona em torno do direito à educação seria possibilitar o acesso à informação e fortalecer as competências das organizações de base. “E essa compreensão deve estar enraizada na população, para que reivindique seu direito. Portanto, é preciso fortalecer as populações locais para que sejam sujeitos e tenham voz”, defendeu.

Os convidados presentes falaram sobre o trabalho que desenvolvem em Angola e demonstraram interesse pela continuidade do PCSS-Lusófonos.

Coletiva de imprensa – Amanhã (sexta-feira 2/3) acontecerá coletiva de imprensa com a mídia angolana, com foco no balanço sobre a missão brasileira no país, impressões dos encontros e expectativas do Programa de Cooperação Sul-Sul com Países Lusófonos. A coletiva será das 9h às 11h, no Fórum Hotel Angola, localizado na Travessa Ho Chi Min, s/n – Alvalade, em Luanda.

(Por Iracema Nascimento)