Arquivo mensal: abril 2012

AAEA faz réplica sobre Estratégias e Técnicas de Advocacia e Género

Maputo, 4 de Abril de 2012 – A Associação Angolana Para a Educação de Adultos (AAEA), no âmbito do projecto de Alfabetização de Mulheres em Angola e Moçambique (FELITAMO), financiado pela União Europeia e implementado pela dvv international realizou nos dias 23 e 24 de Abril do ano em curso, a réplica do treinamento sobre Estratégias e Técnicas de Advocacia e Género com enfoque na alfabetização da Mulher.

O treinamento foi realizado no Municipio do Seles, localizado na Provincia de Kuanza Sul em Angola e visava replicar os conceitos e ferramentas saídos do encontro de capacitação sobre advocacia realizado em Maputo no ano passado, partilhar ideias e experiência no campo de alfabetização e educação de jovens e adultos com diferentes intervenientes no Projecto, assim como, criar um movimento de advocacia para sensibilização sobre importância de Alfabetização com enfoque na participação da mulher.

Beneficiaram-se do treinamento cerca de trinta pessoas dentre elas, Supervisores, Facilitadores e Associados ao Projecto FELITAMO. Dos trinta capacitados, dezasseis são mulheres provenientes dos Municipios do Seles, Kibala, Amboim e Porto-Amboim.

De referir que no fim do treinamento foi elaborado um plano de seguimento para advocacia a nível dos quatro Municípios e tem como base a promoção de uma advocacia para o aumento do apoio aos programadas de alfabetização com destaque para as mulheres na província do Kuanza-sul.

Fonte: DVV International

Conferência de imprensa encerra atividades da primeira visita a Angola

Na manhã da sexta-feira (2/3), a delegação do PCSS-Lusófonos (Programa de Cooperação Sul-Sul com Países Lusófonos) encerrou suas atividades da primeira visita a Angola com uma conferência de imprensa, realizada no Hotel Fórum. Participaram jornalistas de vários veículos da mídia local.

Depois de apresentar os objetivos do Programa e da visita a Angola, os conferencistas responderam às perguntas dos jornalistas. O coordenador geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação (Brasil), Daniel Cara, explicou que o objetivo do Programa é promover o intercâmbio de experiências entre os países participantes, Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe, para que todos avancem na garantia do direito à educação às suas populações. “É importante que Angola busque suas soluções a partir de sua trajetória e da troca de experiências com os outros países participantes”, destacou.

Sobre a realidade local, a coordenadora executiva da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Iracema Nascimento, declarou que a delegação ficou preocupada com a situação das escolas que visitou. Segundo ela, apenas estar dentro da escola não garante que o aluno aprenda. Para aprender, é preciso condições adequadas de infraestrutura, número adequado de alunos por turma, que os professores sejam bem formados e bem remunerados, que haja materiais didáticos, livros, merenda escolar, entre outros itens.

“Angola é um país rico e certamente dispõe de recursos para melhorar o acesso e a qualidade da educação pública oferecida ao seu povo. As construções em curso em Luanda são sinal dessa riqueza”, observou a coordenadora. Segundo analistas internacionais, Angola emerge como potencial liderança política e econômica na região sul do continente africano, podendo ser páreo para a África do Sul. De acordo com o site Perspectivas Econômicas na África (http://www.africaneconomicoutlook.org), com base em dados do FMI (Fundo Monetário Internacional), divulgados no primeiro semestre de 2011, Angola terá em 2012 um dos maiores crescimentos econômicos do mundo, com taxa estimada de 10,5%. Em 2011 o crescimento da economia angolana foi de 7,8%.

À pergunta de um dos jornalistas que sugeriu que tanto o Programa de Cooperação Sul-Sul quanto a Rede EPT Angola deveriam “apresentar mais soluções do que críticas”, Vitor Barbosa, presidente do comitê diretivo da Rede EPT, respondeu que todas as organizações da Rede EPT desenvolvem ações diretas na área de educação. “Por exemplo, a AAEA <Associação Angolana de Educação de Adultos> já alfabetizou milhares de jovens e adultos no país. Outras organizações que compõem a Rede desenvolvem projetos de educação em línguas maternas, entre muitas ações”, relatou. Além disso, Vitor destacou que muitos dos temas hoje discutidos no mundo foram introduzidos pela sociedade civil, que contribui com o pensamento crítico.

“Nós do Brasil queremos discutir como a cooperação brasileira opera nos países africanos de língua portuguesa. Existe um levantamento que indica que a cooperação brasileira investe muito em organismos multilaterais e queremos influenciar para que se invista mais nas ações da sociedade civil”, afirmou o coordenador da Campanha Brasileira, Daniel Cara, apontando uma ação concreta do Programa de Cooperação.

Já o professor Vicente Albino de Paula, secretário geral da Associação dos Desempregados de Angola integrante do comitê diretivo da Rede EPT, fez um apelo à mídia angolana para que leve a ideia da educação como direito para toda a população. “Pouca gente sabe que o ensino primário em Angola é obrigatório e gratuito, segundo a Constituição e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação. É uma informação que pode diminuir as despesas de tantas famílias com educação”, complementou Vitor.

Cooperação lusófona na educação – O PCSS-Lusófonos (Programa de Cooperação Sul-Sul com Países Lusófonos) é uma iniciativa da Campanha Nacional pelo Direito à Educação (Brasil) em parceria com a OSF (Open Society Foundations), com objetivo de fortalecer a atuação da sociedade civil dos países lusófonos na incidência política em defesa do direito à educação. Participam do PCCS-Lusófonos representações de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe. Leia mais sobre o Programa em: https://cooplusofonoseducacao.wordpress.com/

Integraram a delegação de visita a Angola o coordenador geral e a coordenadora executiva da Campanha Nacional pelo Direito à Educação do Brasil, Daniel Cara e Iracema Nascimento, a dirigente Margarida Marques, que representa o Cedeca-CE (Centro de Defesa da Criança e do Adolescente do Ceará) na direção da Campanha, e Trine Petersen, da Open Society Foundations.