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Posts sobre ações, atividades e contexto em Angola.

PCSS-Lusófonos seleciona consultores para pesquisa sobre educação nos Palop’s

O Programa de Cooperação Sul-Sul pelo Direito à Educação entre Países Lusófonos (PCSS-Lusófonos) selecionará dois consultores para apoiar a realização de diagnóstico da situação da educação nos países participantes do Programa – Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe.

A ação é parte do Programa que vem sendo implementado desde novembro de 2010 pela Campanha Nacional pelo Direito à Educação, em parceria com o Programa de Apoio à Educação da Open Society Foundations (ESP-OSF), e almeja contribuir para a ampliação do acesso à educação e para a melhoria da qualidade da oferta desse direito nos países participantes por meio do fortalecimento da capacidade de incidência política da sociedade civil sobre as políticas do setor.

O diagnóstico sobre a situação da educação é uma das atividades previstas para a fase 02 do PCSS-Lusófonos, e tem por objetivo gerar informações novas e atualizadas que sirvam de subsídios para o desenvolvimento e o fortalecimento de ações de incidência política das redes da sociedade civil. O PCSS-Lusófonos pretende produzir, junto com as redes nacionais de Educação para Todos (EPT), uma visão ampla e crítica sobre o direito à educação e gerar novas ferramentas para o monitoramento das políticas governamentais na área, colaborando para um balanço do Programa EPT em cada um dos países.

A pesquisa será desenvolvida em parceria com a Unilab (Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira), via programa ECOSS (Centro de Referência em Educação de Jovens e Adultos e Cooperação Sul-Sul), grupo com o qual será produzida uma base comum de pesquisa sobre cada um dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (Palop’s). A partir do diálogo entre a equipe do Programa, as redes nacionais, consultores e parceiros, o PCSS-Lusófonos seguirá com uma pesquisa temática em cada um dos países participantes e o ECOSS com uma pesquisa sobre Educação de Jovens e Adultos.

Serão selecionados dois consultores para apoiar a realização do diagnóstico. Um consultor se dedicará a Cabo Verde, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe, e o outro atuará em Angola e Moçambique.

Os candidatos deverão enviar currículo, indicação de referências e carta de candidatura à vaga até 06 de maio aos cuidados de Mila Dezan, pelo email lusofonos@campanhaeducacao.org.br com o título Consultoria para o PCSS-Lusófonos.

Para saber mais sobre o PCSS-Lusófonos acesse https://cooplusofonoseducacao.wordpress.com/sobre

Para conhecer outras ações da Campanha Nacional pelo Direito à Educação acesse www.campanhaeducacao.org.br

EditalConsultoresLusofonos

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AAEA faz réplica sobre Estratégias e Técnicas de Advocacia e Género

Maputo, 4 de Abril de 2012 – A Associação Angolana Para a Educação de Adultos (AAEA), no âmbito do projecto de Alfabetização de Mulheres em Angola e Moçambique (FELITAMO), financiado pela União Europeia e implementado pela dvv international realizou nos dias 23 e 24 de Abril do ano em curso, a réplica do treinamento sobre Estratégias e Técnicas de Advocacia e Género com enfoque na alfabetização da Mulher.

O treinamento foi realizado no Municipio do Seles, localizado na Provincia de Kuanza Sul em Angola e visava replicar os conceitos e ferramentas saídos do encontro de capacitação sobre advocacia realizado em Maputo no ano passado, partilhar ideias e experiência no campo de alfabetização e educação de jovens e adultos com diferentes intervenientes no Projecto, assim como, criar um movimento de advocacia para sensibilização sobre importância de Alfabetização com enfoque na participação da mulher.

Beneficiaram-se do treinamento cerca de trinta pessoas dentre elas, Supervisores, Facilitadores e Associados ao Projecto FELITAMO. Dos trinta capacitados, dezasseis são mulheres provenientes dos Municipios do Seles, Kibala, Amboim e Porto-Amboim.

De referir que no fim do treinamento foi elaborado um plano de seguimento para advocacia a nível dos quatro Municípios e tem como base a promoção de uma advocacia para o aumento do apoio aos programadas de alfabetização com destaque para as mulheres na província do Kuanza-sul.

Fonte: DVV International

Conferência de imprensa encerra atividades da primeira visita a Angola

Na manhã da sexta-feira (2/3), a delegação do PCSS-Lusófonos (Programa de Cooperação Sul-Sul com Países Lusófonos) encerrou suas atividades da primeira visita a Angola com uma conferência de imprensa, realizada no Hotel Fórum. Participaram jornalistas de vários veículos da mídia local.

Depois de apresentar os objetivos do Programa e da visita a Angola, os conferencistas responderam às perguntas dos jornalistas. O coordenador geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação (Brasil), Daniel Cara, explicou que o objetivo do Programa é promover o intercâmbio de experiências entre os países participantes, Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe, para que todos avancem na garantia do direito à educação às suas populações. “É importante que Angola busque suas soluções a partir de sua trajetória e da troca de experiências com os outros países participantes”, destacou.

Sobre a realidade local, a coordenadora executiva da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Iracema Nascimento, declarou que a delegação ficou preocupada com a situação das escolas que visitou. Segundo ela, apenas estar dentro da escola não garante que o aluno aprenda. Para aprender, é preciso condições adequadas de infraestrutura, número adequado de alunos por turma, que os professores sejam bem formados e bem remunerados, que haja materiais didáticos, livros, merenda escolar, entre outros itens.

“Angola é um país rico e certamente dispõe de recursos para melhorar o acesso e a qualidade da educação pública oferecida ao seu povo. As construções em curso em Luanda são sinal dessa riqueza”, observou a coordenadora. Segundo analistas internacionais, Angola emerge como potencial liderança política e econômica na região sul do continente africano, podendo ser páreo para a África do Sul. De acordo com o site Perspectivas Econômicas na África (http://www.africaneconomicoutlook.org), com base em dados do FMI (Fundo Monetário Internacional), divulgados no primeiro semestre de 2011, Angola terá em 2012 um dos maiores crescimentos econômicos do mundo, com taxa estimada de 10,5%. Em 2011 o crescimento da economia angolana foi de 7,8%.

À pergunta de um dos jornalistas que sugeriu que tanto o Programa de Cooperação Sul-Sul quanto a Rede EPT Angola deveriam “apresentar mais soluções do que críticas”, Vitor Barbosa, presidente do comitê diretivo da Rede EPT, respondeu que todas as organizações da Rede EPT desenvolvem ações diretas na área de educação. “Por exemplo, a AAEA <Associação Angolana de Educação de Adultos> já alfabetizou milhares de jovens e adultos no país. Outras organizações que compõem a Rede desenvolvem projetos de educação em línguas maternas, entre muitas ações”, relatou. Além disso, Vitor destacou que muitos dos temas hoje discutidos no mundo foram introduzidos pela sociedade civil, que contribui com o pensamento crítico.

“Nós do Brasil queremos discutir como a cooperação brasileira opera nos países africanos de língua portuguesa. Existe um levantamento que indica que a cooperação brasileira investe muito em organismos multilaterais e queremos influenciar para que se invista mais nas ações da sociedade civil”, afirmou o coordenador da Campanha Brasileira, Daniel Cara, apontando uma ação concreta do Programa de Cooperação.

Já o professor Vicente Albino de Paula, secretário geral da Associação dos Desempregados de Angola integrante do comitê diretivo da Rede EPT, fez um apelo à mídia angolana para que leve a ideia da educação como direito para toda a população. “Pouca gente sabe que o ensino primário em Angola é obrigatório e gratuito, segundo a Constituição e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação. É uma informação que pode diminuir as despesas de tantas famílias com educação”, complementou Vitor.

Cooperação lusófona na educação – O PCSS-Lusófonos (Programa de Cooperação Sul-Sul com Países Lusófonos) é uma iniciativa da Campanha Nacional pelo Direito à Educação (Brasil) em parceria com a OSF (Open Society Foundations), com objetivo de fortalecer a atuação da sociedade civil dos países lusófonos na incidência política em defesa do direito à educação. Participam do PCCS-Lusófonos representações de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe. Leia mais sobre o Programa em: https://cooplusofonoseducacao.wordpress.com/

Integraram a delegação de visita a Angola o coordenador geral e a coordenadora executiva da Campanha Nacional pelo Direito à Educação do Brasil, Daniel Cara e Iracema Nascimento, a dirigente Margarida Marques, que representa o Cedeca-CE (Centro de Defesa da Criança e do Adolescente do Ceará) na direção da Campanha, e Trine Petersen, da Open Society Foundations.

Organizações doadoras demonstram interesse por programa de cooperação sul-sul em educação

Na manhã desta quinta-feira (1/3), a delegação do PCSS-Lusófonos (Programa de Cooperação Sul-Sul com Países Lusófonos) se reuniu com várias organizações que apóiam ou desenvolvem projetos de educação em Angola. A atividade faz parte da visita que o Programa faz a Angola desde segunda-feira (27/2).

Participaram como convidados da reunião de hoje, no hotel Fórum, representantes da Embaixada do Japão, da Fundação Open Society para o Sul da África, do IACV (Instituto de Apoio às Crianças Vulneráveis), da Unesco e do Unicef. O evento foi organizado pela Rede EPT (Educação para Todos) Angola, pela Campanha Nacional pelo Direito à Educação (Brasil) e pela OSF (Open Society Foundations), parceiras responsáveis pelo PCSS.

O objetivo da reunião foi apresentar o Programa de Cooperação Sul-Sul com Países Lusófonos a organizações que podem se tornar parceiras na iniciativa. O intuito do Programa é fortalecer a atuação da sociedade civil dos países lusófonos na incidência política em defesa do direito à educação.

Para Vitor Barbosa, presidente do comitê diretivo da Rede EPT Angola, o PCSS-Lusófonos se constitui no exato momento em que países, por meio dos Estados, dos empresários e de outros setores se reúnem em torno da lusofonia. “Temo que se não apoiarmos a interlocução da sociedade civil na lusofonia vamos continuar apoiando a interlocução apenas entre as elites, sejam governamentais ou empresariais, mantendo uma camada enorme e invisível de excluídos”, analisou.

A dirigente da Campanha brasileira, Margarida Marques, ressaltou que Angola é país signatário da Convenção dos Direitos da Criança e do Adolescente e que o direito à educação não é um favor prestado pelo Estado, mas um direito humano. Para ela, uma grande contribuição da cooperação lusófona em torno do direito à educação seria possibilitar o acesso à informação e fortalecer as competências das organizações de base. “E essa compreensão deve estar enraizada na população, para que reivindique seu direito. Portanto, é preciso fortalecer as populações locais para que sejam sujeitos e tenham voz”, defendeu.

Os convidados presentes falaram sobre o trabalho que desenvolvem em Angola e demonstraram interesse pela continuidade do PCSS-Lusófonos.

Coletiva de imprensa – Amanhã (sexta-feira 2/3) acontecerá coletiva de imprensa com a mídia angolana, com foco no balanço sobre a missão brasileira no país, impressões dos encontros e expectativas do Programa de Cooperação Sul-Sul com Países Lusófonos. A coletiva será das 9h às 11h, no Fórum Hotel Angola, localizado na Travessa Ho Chi Min, s/n – Alvalade, em Luanda.

(Por Iracema Nascimento)

Em Angola, delegação visita escolas, parlamento e instituto de formação de professores.

No terceiro dia da missão do PCSS-Lusófonos (Programa de Cooperação Sul-Sul com Países Lusófonos) a Angola, nesta quarta-feira (29/2), a delegação da Campanha Nacional pelo Direito à Educação (Brasil) e da OSF (Open Society Foundations) visitou escolas públicas de ensino fundamental, teve reuniões com a Comissão Nacional da Unesco, com parlamentares da área de educação e com o Instituto Superior de Ciências da Educação.

De manhã, o grupo visitou escolas de ensino fundamental nos bairros de Rangel e Rocha Pinto, em Luanda, respectivamente, a 15 e 30 minutos de carro do centro da cidade. Ambas as escolas tinham salas de aula de 40 ou mais alunos, sobretudo nas séries iniciais. Em uma delas, construída em 1987 e sem manutenção desde então, não há banheiros, as crianças levam as cadeiras de casa e não há carteiras. Uma aluna disse que gostaria que a sala de aula não tivesse buracos no chão.

Para Margarida Marques, dirigente da Campanha Nacional pelo Direito à Educação e membro da delegação que visita Angola, a situação das escolas angolanas é mais grave, mas traz recordações da luta no Ceará pelo fechamento dos anexos escolares. “Tínhamos escolas fechadas, apertadas, com corredores escuros, sem ventilação. Tivemos que fechá-las”, afirmou.

A coordenadora executiva da Campanha brasileira, Iracema Nascimento, defendeu que os governos, os organismos internacionais e as organizações da sociedade civil internacional não podem comemorar avanços verificados no aumento do número de matrículas em escolas se não conhecerem a situação concreta das mesmas. “Se o aumento de matrículas em direção ao alcance das metas do programa Educação para Todos se basear em escolas como a que vimos hoje, a comunidade internacional tem que parar imediatamente de comemorar e mudar suas estratégias”, defendeu.

Na Assembleia Legislativa Nacional de Angola, a delegação foi recebida por dois deputados da subcomissão de Educação, Ciência e Tecnologia da 6ª Comissão para Educação, Ciência e Tecnologia, Cultura, Juventude, Desporto, Assuntos Religiosos e Comunicação Social, Menezes Cambinda e Domingos Peterson, coordenador da subcomissão.

O coordenador geral da Campanha brasileira, Daniel Cara, destacou a interlocução da Campanha com a o Poder Legislativo no Brasil e a importância de que a Rede EPT Angola tenha diálogo aberto junto à 6ª Comissão. Também relatou a tramitação do PNE (Plano Nacional de Educação) no Brasil e a elaboração do CAQi (Custo Aluno Qualidade Inicial), temas que despertaram o interesse de ambos.

Margarida Marques relatou aos parlamentares a situação precária das escolas visitadas pela delegação, questionando se há algum tipo de intervenção da Assembleia. Peterson explicou que a Assembleia Nacional sempre tenta elevar os recursos para educação quando analisa o orçamento geral do Estado. Cambinda contou que os parlamentares visitam escolas e relatam situações graves ao Ministério da Educação, o que tem surtido efeito positivo. No entanto, ambos afirmaram que o que a delegação observou “já representa melhoria, pois muitas aulas ainda acontecem sob as árvores”.

Na Comissão Nacional da Unesco, a delegação foi recebida por uma equipe de seis funcionários. O presidente do comitê diretivo da Rede EPT (Educação para Todos) Angola, Vitor Barbosa, destacou que a Comissão apoiou bastante a fundação da rede no país. “É nosso dever apoiar as organizações nacionais comprometidas com o alcance dos objetivos da educação”, afirmou Petelo Bengue Jaime, chefe do departamento de administração e finanças.

A delegação visitou ainda o Isced (Instituto Superior de Ciências da Educação) de Angola, órgão público de formação de professores, onde foi recebida pelo professor Azancot de Menezes, chefe do departamento de Estudos, Planejamento e Estatística. O grupo conversou sobre possibilidades de trabalho conjunto. O professor Azancot lembrou que é preciso formar 4 milhões de professores para cumprir os Objetivos do Milênio.

Integram a delegação de visita a Angola o coordenador geral e a coordenadora executiva da  Campanha Nacional pelo Direito à Educação do Brasil, Daniel Cara e Iracema Nascimento, a dirigente Margarida Marques, que representa o Cedeca-CE (Centro de Defesa da Criança e do Adolescente do Ceará) na direção da Campanha, e Trine Petersen, da Open Society Foundations.

Sociedade civil angolana debate incidência coletiva pelo direito à educação

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No segundo dia da missão do PCSS-Lusófonos (Programa de Cooperação Sul-Sul com Países Lusófonos) a Angola, nesta terça-feira (28/2), um grupo de 52 pessoas, representantes de 34 organizações sociais angolanas discutiu como atuar conjuntamente pela garantia do direito à educação no país.

A reunião durou o dia inteiro e foi organizada pela Rede EPT (Educação Para Todos) Angola, parceira do PCSS no país. O programa é uma iniciativa da Campanha Nacional pelo Direito à Educação (Brasil) em parceria com a OSF (Open Society Foundations), com objetivo de fortalecer a atuação da sociedade civil dos países lusófonos na incidência política em defesa do direito à educação. Participam do PCCS-Lusófonos representações de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe.

Na reunião, foram discutidos pontos relativos à situação da educação em Angola e também o que é preciso para que a sociedade civil atue de forma mais organizada e coletiva pelo cumprimento do direito à educação no país. Entre os vários problemas da educação em Angola, destacou-se a falta de materiais didáticos e livros nas escolas, os baixos salários dos professores e o período curto para efetuação das matrículas.

Apontou-se que atualmente o Estado angolano destina cerca de 8% de seu orçamento geral à educação, mas a sociedade civil reivindica 20%. “O Brasil é um país federado, mas se fosse um país unitário, como é Angola, seria preciso destinar 28,6% do orçamento geral do Estado para a educação. Isso representa o equivalente a 10% do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro”, explicou Daniel Cara, coordenador geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação. Daniel considera que, se Angola fizer seus cálculos, chegará a um patamar superior a 20% do orçamento geral do Estado.

Os participantes angolanos demonstraram grande interesse pelo trabalho desenvolvido pelo Cedeca-CE (Centro de Defesa da Criança e do Adolescente do Ceará), no que diz respeito ao acompanhamento orçamentário e a exigibilidade do direito à educação. A atuação do Cedeca-CE foi apresentada por Margarida Marques, membro do Comitê Diretivo da Campanha brasileira.

Para os representantes da sociedade civil angolana, “as leis são diferentes, os países são diferentes, mas o direito à educação é universal”. Essa foi, segundo eles, a conclusão das atividades do dia.

Agenda da delegação em Angola – Na segunda-feira (27/2), a delegação do Programa teve reuniões na Embaixada Brasileira em Angola, onde foi recebida pela embaixadora Ana Lucy Gentil Cabral Petersen e sua equipe, e no Ministério da Educação, onde teve audiência com o ministro Pinda Simão e diretores do ministério.

Amanhã, quarta-feira (29/2), a delegação visitará escolas públicas primárias na parte da manhã, e à tarde terá audiência com deputados da Sexta Comissão Parlamentar (Educação), além de reunião com a Comissão Permanente da Unesco em Angola.

Integram a delegação de visita a Angola o coordenador geral e a coordenadora executiva da Campanha Nacional pelo Direito à Educação do Brasil, Daniel Cara e Iracema Nascimento, a dirigente Margarida Marques, que representa o Cedeca-CE (Centro de Defesa da Criança e do Adolescente do Ceará) na direção da Campanha, e Trine Petersen, da Open Society Foundations.

(Por Iracema Nascimento)

Delegação brasileira reúne-se com autoridades angolanas para discutir direito à educação

A Campanha Nacional pelo Direito à Educação (Brasil) iniciou nesta segunda-feira (27/2) visita a Angola, como parte do PCSS-Lusófonos (Programa de Cooperação Sul-Sul com Países Lusófonos). O programa é uma iniciativa da Campanha Brasileira em parceria com a OSF (Open Society Foundations), com objetivo de fortalecer a atuação da sociedade civil dos países lusófonos em ações de incidência política em defesa do direito à educação. Participam do PCCS-Lusófonos representações de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe. Em Angola, é parceira do programa a Rede EPT (Educação Para Todos).

Em reunião com o ministro da Educação, Pinda Simão, o grupo conversou sobre as diferenças e similaridades dos desafios educacionais em Angola e no Brasil, e também sobre as possibilidades de cooperação na área, com participação da sociedade civil.

O ministro reconheceu que, apesar dos muitos esforços, como o incremento de matrículas no ensino primário, grande parte da população angolana ainda não tem acesso à educação, direito garantido pela Constituição. “A educação é um assunto e um direito de todos nós [angolanos] e uma força estratégica indispensável ao desenvolvimento humano, há muito a ser feito e a sociedade civil tem um papel fundamental no sentido de construir uma força de regulação”, declarou.

Ao receber o livreto do CAQi (Custo Aluno Qualidade Inicial), elaborado pela Campanha brasileira, o ministro afirmou que em Angola, mesmo com os avanços em termos de cobertura educacional, a população reivindica qualidade e é preciso “clarificar o conceito e o custo da qualidade, pois para alcançar um objetivo é preciso conhecer os meios necessários para tanto”. O ministro Pinda Simão reforçou que nesse momento Angola não sabe quanto custa a qualidade. “Essa contribuição brasileira muito poderia nos auxiliar se tivéssemos uma análise sobre o custo angolano”, disse o ministro.

Acompanharam a audiência a diretora nacional de ensino geral, Fátima de Carvalho, o diretor nacional da educação de adultos, Guilherme Tuluca, e o diretor do departamento de pós-alfabetização, Makulo Valentim.

Reunião na Embaixada Brasileira – Na parte da manhã, a delegação visitou a Embaixada Brasileira em Angola, onde foi recebida pela embaixadora Ana Lucy Gentil Cabral Petersen, pelo ministro-conselheiro Carlos Alfonso Iglesias Puente, por Tânia Regina de Souza, chefe dos setores Cultural, de Imprensa e de Política Externa, e Edson Santiago, chefe dos Setores Econômico e de Energia.

Durante a reunião, discutiram-se algumas questões atuais da educação em Angola, como a reforma curricular da educação básica, a falta de vagas na educação infantil pública e a cobrança de taxas informais nas escolas. Sobre esse ponto, Carlos Cambuta, secretário geral da Rede EPT (Educação Para Todos) de Angola, ressaltou que em escolas onde há comissões de pais a cobrança de taxas não acontece ou é denunciada, chamando a atenção para a importância da participação e do controle social. Já Vitor Barbosa, presidente do comitê diretivo da Rede EPT, destacou o papel da alfabetização e da educação de jovens e adultos na elevação dos níveis de escolaridade de toda a população, pois mães e pais com mais formação escolar exercem influência positiva na escolarização dos filhos, como também tendem a reivindicar mais esse direito.

O ministro Carlos Alfonso lembrou que o Brasil foi o primeiro país a reconhecer a independência angolana, em 1975, e participa da cooperação com Angola desde a década de 1980. O coordenador geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Daniel Cara, lembrou que atualmente o setor produtivo brasileiro tem forte presença em Angola. “É preciso que as empresas brasileiras colaborem com o desenvolvimento das regiões onde atuam. No âmbito desse programa de cooperação sul-sul pelo direito à educação, vamos abordar o empresariado brasileiro em Angola e solicitar seu apoio ao fortalecimento das ações da sociedade civil angolana em seus esforços para colaborar com a universalização do direito à educação.”

A embaixadora Ana Lucy Petersen colocou a Embaixada à disposição para apoiar o Programa à medida do possível.

Participaram das visitas oficiais desse primeiro dia da missão Vitor Barbosa e Carlos Cambuta, ambos da direção da Rede EPT Angola, Daniel Cara, Iracema Nascimento e Margarida Marques, representantes da Campanha Nacional pelo Direito à Educação do Brasil, e Trine Petersen, da Open Society Foundations. Na reunião com o Ministério da Educação também esteve presente Juliana Martins, da Osisa (Open Society Initiative for Southern Africa).

 

(Por Daniel Cara e Iracema Nascimento)

Missão brasileira visita Angola para discutir direito à educação

Visitas fazem parte de programa de cooperação em educação entre países lusófonos africanos. No dia 2/3, haverá coletiva de imprensa com veículos locais, no escritório da Open Society Angola (OSISA-Angola), em Luanda

Brasil, 24 de fevereiro de 2012

A Campanha Brasileira pelo Direito à Educação estará, a partir de 26 de fevereiro, em missão a Angola, dando continuidade à série de visitas aos países africanos de língua portuguesa, que vêm sendo realizadas desde outubro de 2011. Em Angola, a Rede EPT (Rede Angolana da Sociedade Civil para a Educação para Todos) é a organização anfitriã da missão.

A visita faz parte do PCSS- Lusófonos (Programa de Cooperação Sul-Sul com Países Lusófonos), iniciativa da Campanha Brasileira em parceria com a OSF (Open Society Foundations).  O objetivo do Programa é fortalecer a atuação da sociedade civil organizada na incidência política pela garantia do direito à educação nos países envolvidos. Participam Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe.

Como parte da programação acontecerá uma série de reuniões com diversos atores da área de educação de Angola, entre eles o Ministério da Educação, parlamentares, organizações da sociedade civil, embaixadas de diversos países e instituições públicas de ensino. (Veja aqui a programação completa)

Destaques da programação – Na segunda-feira 27/2, as organizações se reunirão com a Embaixada do Brasil em Angola e também com o Ministro da Educação, Pinda Simão. No segundo dia, terça-feira 28/2, cerca de 30 ativistas de todas as províncias angolanas irão se reunir para discutir os desafios da educação no país. Na quarta-feira 29/2, acontece uma reunião com os deputados da 6ª Comissão Parlamentar de Educação e encontro com a Unesco.

Coletiva de Imprensa – No último dia, sexta-feira 2/3, haverá coletiva de imprensa com a mídia local, no escritório da Open Society Angola(OSISA-Angola), para apresentar um balanço da missão.

Quem compõe a missão – Em Angola, a Campanha Brasileira será representada por uma de suas dirigentes, Margarida Maria Marques e também pelo coordenador geral, Daniel Cara e a coordenadora executiva, Iracema Nascimento.

Margarida Marques é graduada em Comunicação Social, com especialização em arte e educação. Atualmente, é coordenadora do Centro de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente do Ceará, nordeste brasileiro, organização que desenvolve projetos em educação, orçamento público e direito à participação de crianças e adolescentes. Daniel Cara é mestre em Ciência Política e membro titular do Fórum Nacional de Educação do Brasil. Iracema Nascimento é mestre em Ciência da Comunicação. A delegação é formada também por Trine Petersen, coordenadora de programas da OSF.

Serviço

Coletiva de Imprensa

Data: sexta-feira, 02/03

Horário: 9h às 11h

Local: Sala de eventos do Fórum Hotel – Travessa Ho-Chi-Min, s/n, Alvalade, Luanda, Angola. Próximo ao Aeroporto Internacional de Luanda.

 

Atendimento à Imprensa

No Brasil – Campanha Nacional pelo Direito à Educação – Brasil

Jéssica Moreira – Comunicação

Telefone/fax: +5511 3159-1243

Telemóvil: +5511 8793-7711

E-mail: jessica@campanhaeducacao.org.br

 

Em Angola – Rede EPT/Angola – Rede Angolana da Sociedade Civil para a Educação para Todos

Vitor Barbosa – Presidente do Comitê Diretivo da Rede EPT/Angola

Email: barbosa@netangola.com

Telefone: +244912519981

Carlos Cambuta – Secretário Geral da Rede EPT/Angola

E-mail: carlos.cambuta@adra-angola.org

Celular: +244912317374

The Brazilian Campaign for the Right to Education visit Angola

The visit is part of the Cooperation Program involving Lusophone African countries and Brazil. On March 2nd will be held a media conference with Angolan media, at Open Society Angola (OSISA-Angola) offices, in Luanda

The Brazilian Campaign for the Right to Education will be in mission in Angola, starting on February 26, continuing the series of visits that began in October 2011 to Lusophone African countries. In Angola, the EFA Angolan Network (Angolan Civil Society Network for Education for All ) is the organization engaged in the program and is hosting the mission.

The visit is part of South-South Cooperation Program with Lusophone Countries (SSCP-Lusophone), a Brazilian Campaign´s initiative, in partnership with Open Society Foundation (OSF). This project is focused at strengthening education civil society organizations in their advocacy work, promoting more effective political changes and enshrining the Right to Education in the participating countries (Angola, Cape Verde, Guinea-Bissau, Mozambique and Sao Tomé & Príncipe).

As part of the mission, a series of meetings will be held with several organizations in the education sector: Ministry of Education, Parliament, International Cooperation Agencies from different countries, social organizations, schools and one university. (Click here to view Angola visit agenda (Portuguese version only).

On Monday, February 27th, the Delegation will be meeting with the Brazilian Embassy in Luanda and with the Minister of Education Pinda Simao. On second day, February 28th, more than the thirty organizations from around the country will be meeting to talk about the educational challenges. On Wednesday February 29, happens meeting with members of the 6th Parliamentary Committee for education and also with Unesco´s Commission.

Media Conferences – On the last day, February 2nd will be held a media conference with Angolan media, at Open Society Angola (OSISA-Angola) offices, in order to share an analysis of the mission, its results and future perspectives.

Who composes the missionIn Angola, the Brazilian Campaign for the Right to Education is represented by Margarida Maria Marques, leader of The Brazilian Campaign for the Right to Education and also by Daniel Cara, general coordinator of the Brazilian Campaign and its executive coordinator , Iracema Nascimento.

Margarida Marques is coordinator of the Center for the Defense of Children’s Rights at the state of Ceará, Brazil. Daniel Cara has a Master degree in Political Science. Iracema Nascimento has a Master degree in Communication Science.

Service

Media Conference
Date: On March 2nd
Time: 9am to 11am
Location: Forum Hotel – Travessa Ho-Chi-Min, s/n, Alvalade. Luanda, Angola. Next to Luanda’s   International Airport.

Contacts
In Brazil – Campaign for the Right to Education – Brazil
Jessica Moreira – Communication
E-mail: jessica@campanhaeducacao.org.br
Phone / fax: +5511 3159-1243
Movil: +5511 8793-7711

In Angola – EPT Network / Angola – Angolan Civil Society Network for Education for All
Vitor Barbosa
– President of the Steering Committee of the EFA Network / Angola
Email: barbosa@netangola.com
Phone: +244912519981

Carlos Cambuta – Secretary General of EFA Network / Angola
E-mail: @ carlos.cambuta adra-angola.org
Mobile: +244912317374

Rede de Educação para Todos encoraja docentes aos objectivos do milénio

Luanda- O presidente da Rede angolana da Sociedade Civil de Educação para Todos até 2015, Vicente Paulo, encorajou hoje, quinta-feira, em Luanda, os docentes membros da rede a manterem-se firmes no trabalho traçado para se atingir os objectivos do milénio.
A informação foi prestada durante a cerimónia da tomada de posse do novo corpo directivo da aludida rede, cuja na cerimónia decorreu no Lar da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST), em Luanda.
Os respectivos membros da referida instituição foram empossados em diferentes cargos administrativos como os presidentes da instituição, do concelho directivo, o seu vice e o secretário do concelho executivo.
Ao intervir no acto, o presidente da rede frisou ao novo corpo directivo para exercer com afinco a missão que lhe foi colocada, sempre coesos nos objectivos fundamentais para salvaguarda dos interesses dos mais desfavorecidos.
“Sei que o nosso caminho é difícil e exige de nós um forte temperamento de lideres comunitários competentes, sensíveis, democráticos e tolerantes destinados para vencer e ganhar causas de onde temos de estar sempre preparados para todo tipo de desafio que os objectivos do milénio nos proponham até 2015”, acrescentou.
Segundo Vicente Paulo, o mais importante para um voluntário comunitário é defender todo um projecto comum que representa interesses convergentes e que correspondem as nossas expectativas.
Já Carlos  Cambuta, nomeado para um desses cargos, afirmou que o grupo deve trabalhar para melhorar cada vez mais o ensino no país, usando uma filosofia de trabalho eficaz. Constituem alguns dos objectivos do milénio, educação e instrução, saúde, combate à fome e à pobreza, entre outros.
A Rede angolana da sociedade civil de educação para todos ate 2015 existe a nível nacional e tem realizado várias actividades como conferências , colóquios, mesas redondas entre outras e trabalham com outras instituições tais como igrejas, associações e ongs.
Publicado por: Angola Press