Guiné-Bissau

Pequeno histórico: A Guiné-Bissau é um país de jovem democracia, tendo sua independência reconhecida por Portugal em 1974. Realizou suas primeiras eleições multipartidárias para o parlamento e a presidência em 1994. O país vive sob um regime democrático e de organização poli-partidária, mesmo que a última eleição legislativa tenha ocorrido em 2008 e a presidencial em 2009. A esperança de vida no país é de apenas 46 anos e a renda per capita é de 259 dólares. O país ocupa agora o quarto lugar no ranking das piores taxas de mortalidade infantil, com 193 pontos, apenas atrás de Chade, Afeganistão e República Democrática do Congo e registra, ainda, um dos maiores índices de mortalidade materna. Guiné –Bissau é signatário da Declaração dos Direitos Humanos e das metas EPT.

Organização do sistema educativo nacional:

O sistema educativo no país está organizado de Seguinte maneira:

  • Pré- escolar para as crianças de 3 anos de idade a 5 anos de idade,
  • Ensino Básico de 1º ano ao 9º ano de escolaridade, sub-dividido em Primeiro ciclo > compreende se o 1º ao 4º ano, subdividindo-se em duas fases, a Primeira fase, que inclui o 1º e o 2º ano de escolaridade e a Segunda fase, que abarca o 3º e o 4º ano de escolaridade; Segundo ciclo > engloba a terceira fase do ensino básico, inclui o 5º e o 6º ano de escolaridade e, finalmente,  Terceiro ciclo > compreende o 7º, 8º e 9º ano de escolaridade, constitui a quarta e última fase do ensino básico.
  • Ensino técnico profissional
  • Superior

Desafios na área educacional: Neste país o ensino “é progressivamente gratuito”, havendo taxação nos primeiros anos escolares, ausência de taxação no ensino básico e novas cobranças a partir da 7ª série. A importação de livros escolares também é ausente de taxas.  O Ministério da Educação disponibiliza, em média, 2,14% do PIB à educação, aplicando nos níveis Pré-Escolar (de 1 a 3 anos), Básico (1ª a 6ª série), Secundário (7ª a 9ª série) e Técnico Profissional (a partir do 10ª ano), distribuídos em 1902 escolas no país. A perspectiva é de que apenas em 2029 o país atingira a meta de destinar 23% do seu PIB em educação.

  • Quanto às taxas de analfabetismo > A taxa de analfabetismo de pessoas com 15 anos ou mais é de cerca de 49% da população, sendo que destas 65% são mulheres da zona rural;
  • Quanto às políticas de inclusão > grande parte de meninas e mulheres estão fora da escola, sendo em sua maioria analfabetas;
  • Quanto à evasão e defasagem > Cerca de 29% de pessoas em idade escolar estão fora do sistema;
  • Quanto ao financiamento> 2.14% do PIB, somente, são destinados à educação neste país;
  • Quanto à formação e contratação de professores > existe uma demanda de cinco mil professores no país. O salário mínimo dos professores varia de 50 euros a 150 euros.
Anúncios
%d blogueiros gostam disto: